O vice-presidente da Junta e presidente da Fundação Três Culturas do Mediterrâneo inaugurou o centro cultural ‘Fábrica de la Luz’ de Chiclana de la Frontera.

O vice-presidente da Junta e conselheiro da Presidência e Administração Local, Manuel Jiménez Barrios, manifestou que “quando um equipamento cultural é inaugurado, está a colocar-se sempre uma pedra no sentido certo de que o crescimento económico tem de ir acompanhado da alma da nossa gente”. Nesse sentido, explicou que se um responsável público “trabalha para que a sua povoação cresça do ponto de vista da riqueza e do emprego, e não o faz para que cresça do ponto de vista do enriquecimento cultural da sua gente, estaria errado”. Assim o manifestou durante a inauguração do centro cultural ‘Fábrica de la Luz’ de Chiclana de la Frontera.

No ato de inauguração, também estiveram presentes o presidente da Câmara de Chiclana, José Mª Román, o delegado do Governo da Junta da Andaluzia em Cádis, Fernando López Gil, e a presidente da Deputação Provincial de Cádis, Irene García.

O vice-presidente considerou que o desenvolvimento na Andaluzia nos últimos 20 anos foi acompanhado pelo “crescimento e enriquecimento do nosso povo do ponto de vista cultural” e destacou que “Chiclana não tem sido alheia a este processo”. Nesse sentido, agradeceu às autarquias e aos respetivos presidentes de câmara por “terem sido capazes de elevar o nível” dos equipamentos culturais da cidade e, juntamente com a Fábrica da Luz, referiu-se à criação de um teatro de “primeiro nível” e à ampliação da Casa da Cultura, entre outros equipamentos.

Exposição ‘Sementes do Novo Marrocos’

O centro situa-se num terreno municipal de 512,71 metros quadrados na Rua Segismundo Moret. Conta com três pisos, que somam cerca de 800 metros quadrados no total, nos quais há salas de exposições, salas polivalentes, além de espaços administrativos. Numa das salas, foi inaugurada, de seguida, a exposição ‘Sementes do novo Marrocos’, organizada pela Fundação Três Culturas do Mediterrâneo, presidida por Jiménez Barrios. O diretor da Fundação, José Manuel Cervera, acompanhou a visita à exposição, que permanecerá na localidade de Cádis até ao próximo dia 10 de janeiro.

A exposição fotográfica constitui desde 2012, juntamente com a exposição ‘Rostros del nuevo Marruecos’, uma parte essencial da programação cultural da Fundação Três Culturas do Mediterrâneo, tanto no contexto do projeto europeu MENARA - no qual foram concebidas - como no âmbito do projeto Marrocos 2014 e da sua programação cultural.

A exposição ‘Sementes do novo Marrocos’ percorreu diversos locais em cidades andaluzas, como o Museu de Cádis e os Centros Territoriais da Rádio Televisão da Andaluzia de Granada, Almeria e Málaga. Em Marrocos, pôde ser visitada no Instituto Cervantes em Tetuão.

Agora, por ocasião da inauguração do Centro La Fábrica de la luz em Chiclana, chega a esta cidade gaditana com a vocação de melhorar o conhecimento das circunstâncias em que se produzem os movimentos migratórios entre o norte de Marrocos e o sul da Andaluzia, bem como com o objetivo de abrir um espaço de reflexão sobre a presença e vida de cidadãos marroquinos na Andaluzia.

A exposição é um relato visual através do qual o espectador se aproxima ao mundo de quatro jovens estudantes marroquinos que se mudaram para a Andaluzia, separando-se da sua família no país de origem, para realizar os seus estudos universitários no sul de Espanha e continuar assim a sua formação académica. Através das imagens e dos textos que compõem esta exposição audiovisual, apresentam-se as motivações destes estudantes, as suas aspirações, mas também, tal como acontece a muitos estudantes andaluzes, a nostalgia de estar longe de casa.

As suas histórias representam o esforço, a capacidade pessoal e profissional, bem como um estilo de vida não muito diferente do de muitos cidadãos da Andaluzia. Mas oferecem também o retrato de uma sociedade marroquina e um contexto social da imigração Marrocos-Andaluzia muito mais consentâneo com a realidade e afastado de estereótipos.