‘Tres Festival, vozes do Mediterrâneo’ culmina com a adesão dos escritores participantes no festival à Declaração de Granada
Os escritores participantes no ‘Tres Festival, vozes do Mediterrâneo’ unem as suas vozes no Declaração de Granada, fruto dos dias de debate vividos na cidade nacarita de 28 a 30 de abril. O festival, organizado pela Fundação Três Culturas do Mediterrâneo com o patrocínio do Ministério Encarregado dos Marroquinos Residentes no Estrangeiro e Assuntos da Migração, proporcionou um espaço partilhado de reflexão sobre os temas que marcam a atualidade do Mediterrâneo, como as transições políticas após as primaveras árabes, as migrações e a origem do terrorismo.
A declaração realça os valores partilhados na bacia do Mediterrâneo“com base em princípios básicos da humanidade e da civilização, como a liberdade, a justiça, a democracia, a tolerância, a solidariedade, a cooperação, o respeito pelo pluralismo e pela diversidade cultural”.
O espírito crítico que inundou as sessões do ‘Tres Festival, vozes do Mediterrâneo’ está presente na Declaração de Granada, na qual se inclui o pedido às autoridades nacionais e europeias para que “cumpram com o espírito e a letra das convenções internacionais nesta matéria, em particular a Convenção de Genebra sobre o Direito de Asilo e a Carta de Direitos Fundamentais da União Europeia, art. 19, que proíbe as expulsões coletivas; todos documentos adotados pela UE e que protegem o respeito pela dignidade dos refugiados”.
A Declaração de Granada recolhe uma vontade comum de mudança tomando como referência as palavras do sábio Averróis – Ibn Rushd –: “Entendo por liberdade a vontade que nasce da reflexão”.
O festival faz parte do programa ALQANTARA: pontes para o diálogo e a convivência, com o qual a Fundação Três Culturas e o Ministério Encarregado dos Marroquinos Residentes no Estrangeiro e Assuntos da Migração pretendem abordar os grandes debates do espaço mediterrânico atual.
Declaração: a convivência é possível; o diálogo é necessário.