Através da conferência, será realizada uma visão geral do âmbito da Real Biblioteca do mosteiro de São Lourenço do Escorial, tendo em conta as suas diversas salas, estantes e locais de trabalho. Serão abordados a origem e a formação das diferentes coleções não árabes, enumerando algumas das principais obras da coleção bibliográfica.
Durante o desenvolvimento da exposição, ter-se-á em consideração a decisão de Filipe II de incluir manuscritos árabes nas suas coleções, promovendo o valor científico da cultura árabe, ao colecionar todo o tipo de códices provenientes do mundo muçulmano. Apesar de no incêndio de 1671 terem perecido cerca de 2.500 códices árabes, atualmente conservam-se por volta de 2.000. Como códices mais notáveis podem indicar-se: o Coro de Muley Zaydan; o ms. 1623: Concílios Hispano-Visigóticos; a magnífica cópia n.º 898: Utilidades dos animais, etc.
Desde os seus começos, a biblioteca, também conhecida como a Escurialense ou a Laurentina, tem sido uma excelente detentora de manuscritos árabes. Desde que os primeiros manuscritos, adquiridos em 1571, até à data, podem contemplar-se nas suas estantes multidão de obras.
Como conclusão, ter-se-ão em conta os conteúdos, a ordenação e a catalogação histórica destes fundos, bem como os trabalhos de conservação e os projetos em curso.
José Luis del Valle Merino é director da Real Biblioteca do Mosteiro de São Lourenço do Escorial (Laurentina) desde 1994. Neste período publicou em cinco volumes o Catálogo de impressos da Real Biblioteca do Escorial dos séculos XVI ao XVIII e dirigiu a publicação num volume do Catálogo de incunábulos da mesma biblioteca. Também compôs os textos e organizou a página Web da Laurentina. No âmbito académico, lecionou cursos em várias universidades e, em particular, foi diretor durante doze anos, bem como professor de Antigo Testamento e de Língua hebraica, no centro teológico escurialense vinculado à Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia de Salamanca.
Entrada livre até encher.

