A Fundação Três Culturas dedica o mês de julho a comédias do Médio Oriente e do Mediterrâneo.
Os diferentes filmes em que o sentido de humor é a nota predominante mostrar-nos-ão as capacidades dos respetivos realizadores para tratar temas de grande transcendência com um olhar irónico e desconcertante que nos fará refletir sobre as diferentes estratégias usadas para nos arrancar um sorriso.
Iniciamos o ciclo com o mais recente trabalho clandestino do iraniano Jafar Panahi, Táxi Teerão, um claro expoente do cinema de resistência. Este realizador foi condenado pelas autoridades persas a não exercer o seu trabalho de cineasta durante vinte anos, embora ele use o seu engenho e o seu talento para realizar este terceiro filme clandestino, contornando a proibição do seu governo. Um exemplo desse engenho foi o envio da fita ‘Isto não é um filme’, escondida num bolo, numa pen USB no Festival de Cannes.
Continuaremos com Ghadi, uma amável sátira que nos chega do Líbano na qual desfilarão simpáticas e estrambóticas personagens.
Também a partir da Palestina incluímos uma curta-metragem muito premiada, Ave Maria, dos jovens realizadores Basil Khalil, Daniel Yáñez Khalil. Continuamos nesse mesmo dia com o filme turco A Internacional, de Sırrı Süreyya Önder, que conta a história de uma banda de música muito peculiar que origina uma confusão dos diabos. Este filme é exibido graças à colaboração de Casa Turca. O filme fechará o ciclo, A minha terra do realizador argelinoMohamed Hamidi, que através de uma viagem cheia de descobertas ao país dos seus antepassados, um jovem confuso procurará a sua identidade.
Martes 26 de julio, 20.30 horas.
Mi tierra (Né quelque part).
Mohamed Hamidi. Argelia y França. 2013. 87 min.
Farid un joven francés de 26 años tiene que ir a Argelia para salvar la casa de su padre. Descubriendo así un país donde jamás ha puesto los pies, acaba conociendo a una galería de personajes sorprendentes donde el humor y la sencillez van a cambiarlo profundamente.


