A Fundação Três Culturas celebrou ontem a reunião do seu Conselho de Administração, um encontro telemático presidido por Elías Bendodo, conselheiro da Presidência, Administrações Públicas e Interior da Junta de Andalucía e Presidente da Fundação. Bendodo começou por dar as boas-vindas aos novos membros que se incorporaram a este órgão (Francisco de la Torre, presidente da Câmara Municipal de Málaga; Luis Salvador García, presidente da Câmara Municipal de Granada; e Rocío Díaz Jiménez, diretora do Patronato da Alhambra e Generalife) para continuar a rever os marcos mais significativos deste primeiro semestre de atividade na Três Culturas, numa intervenção em que destacou as excelentes relações entre a Andaluzia e Marrocos.
Um dos pontos mais notáveis deste Patronato centrou-se no aspeto económico, pois pela primeira vez em nove anos, as contas de 2019 apresentaram um balanço positivo, um excedente que evidencia a eficiência com que são geridos os recursos desta instituição, tal como salientou o seu tesoureiro e diretor da Extenda, Arturo Bernal. Isto deve-se, tal como explicou, a um aumento das receitas (já não apenas contribuições de instituições, mas também receitas próprias), ao mesmo tempo que houve uma importante contenção da despesa corrente.
Igualmente destacáveis foram as intervenções de vários patronos marroquinos, começando pelo seu presidente delegado, André Azoulay, conselheiro do Rei de Marrocos e recentemente galardoado com a Medalha de Ouro da Andaluzia à Solidariedade e Concorda, que insistiu que a Fundação devia ir mais além do âmbito andaluz para desempenhar um papel essencial no panorama europeu e internacional, reivindicando ainda um maior envolvimento do Governo de Espanha.
Também por parte marroquina intervieram Nezha El Ouafi, ministra delegada junto do ministro dos Assuntos Exteriores, da Cooperação Africana e dos Marroquinos Residentes no Estrangeiro, encarregada dos Marroquinos Residentes no Estrangeiro; e Ottman El Ferdaouss, ministro da Cultura, da Juventude e do Desporto. No seu discurso, a Ministra Nezha El Ouafi, sublinhou o trabalho desenvolvido por André Azoulay e por todos os que zelam pela missão da Fundação no aproximar de povos, no fomento da solidariedade e na luta contra os estereótipos, com resultados dignos de louvor, apesar do difícil contexto atual. Da mesma forma, expressou a sua satisfação pelo grande papel desenvolvido pela Tres Culturas durante o período do confinamento sanitário, assegurando assistências e apoios a coletivos migrantes afetados por circunstâncias difíceis.
Nezha El Ouafi lembrou que o seu Ministério constitui desde 2010 um parceiro fundamental da Fundação em matéria de planeamento e implementação de programas de ação de colaboração anual. A este respeito, nesta reunião falou-se sobre a renovação deste partenariado através de um novo acordo de colaboração que incidirá em áreas como a juventude, o desenvolvimento da mulher, o empreendedorismo e a cooperação Sul-Sul.
Por outro lado, deu-se luz verde às linhas iniciais (sobretudo em matéria de calendário e metodologia) do Plano Estratégico da Fundação Três Culturas, um plano que se desenvolverá de 2021 a 2027 e que, nas palavras do seu diretor, José Manuel Cervera, “deve partir dos valores fundacionais desta instituição ao mesmo tempo que permite adequar os nossos objetivos às mudanças que foram ocorrendo na Andaluzia e em Marrocos nestes últimos vinte anos, e às que estão para vir”.
Para finalizar, os membros do Patronato concordaram em felicitar a equipa de trabalhadores da Fundação pela sua intensa atividade nesta etapa, apesar das difíceis condições impostas em consequência da pandemia que estamos a viver. Neste sentido, manifestaram-se especialmente a embaixadora de Marrocos em Espanha, Karima Benyaich, e o seu homólogo espanhol em Marrocos, Ricardo Díez-Hochleitner, patronos que também tiveram intervenções nesta reunião.
