Início 5 Evento 5 Mediterrâneo sonoro. Músicas do Magreb e do Médio Oriente: `Nayda, a movida marroquina´

Mediterrâneo sonoro. Músicas do Magreb e do Médio Oriente: `Nayda, a movida marroquina´

Detalhes

  • Data: 21 Novembro 2024
  • Hora:
    19:00 - 20:00

A habitual e quase tópica consideração da música como uma linguagem universal —capaz de aproximar as pessoas e de saltar fronteiras— transformou-se, na nossa época globalizada e de consumo massivo, numa realidade que não responde ao espírito dessa premissa, mas antes pelo contrário: os estilos esbatem-se, homologam-se, e o resultado é um produto que substitui formas artísticas com mais história, relegando-as a um âmbito residual.

No nosso contexto mediterrâneo, um âmbito que por decantação se tornou um espaço com uma identidade própria e muito reconhecível, as músicas também têm sido um elemento significativo capaz de transmitir parte do legado histórico, ao tempo que souberam adaptar-se à citada globalização (como demonstraram a raia argelino nos anos 90 do século XX, ou o flamenco alguns anos antes) e renovar-se, mantendo a tradição e levando-a por vezes ao contemporâneo. No entanto, também tem sofrido os embates da mercantilização e perdido as suas quotas —de público, de influência, de relevância.

"Mediterráneo Sonoro: Músicas do Magrebe e do Médio Oriente" nasce com o objetivo de dar destaque a essas músicas (especialmente as da margem sul do Mediterrâneo e, mais concretamente, numa primeira fase, a árabe) com a intenção de lhes devolver um lugar de maior destaque, e com isso incentivar a aproximação à cultura em que são produzidas, de forma que o nosso público — para além de especialistas ou músicos — tenha uma porta de acesso.

A primeira de uma série de palestras ilustradas terá lugar em próxima 21 de novembro, quinta-feira, a partir das 19h00, na sede da Fundação Três Culturas. Nela, José Carlos Cabrera analisará e dará exemplos do chamado `movimento marroquino´, o movimento musical Nayda.

Surgido no início dos anos 2000, este fenómeno social e cultural caracteriza-se pela utilização de novos géneros musicais, especialmente o rap e, em menor grau, o rock, interpretados em darija, o árabe dialectal marroquino. Nayda (que pode ser traduzido por “despertar”) está relacionada com a ocupação de espaços públicos por jovens artistas, através de festivais e concertos, como forma de expressão e reivindicação. Artistas como Don Bigg ou Muslim (que combinam o rap com ritmos tradicionais marroquinos e temática social), Darga (fusão) ou Hoba Hoba Spirit (rock) são os mais representativos desta corrente.

José Carlos Cabrera Medina é arabista e diretor da revista radiofónica intercultural ‘Ruta Mediterránea’, que se emite na Rádio Andaluzia Informação.

Entrada livre e gratuita mediante inscrição NESTE LINK.

 

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