Diversidade cultural: património comum da humanidade
A UNESCO, na sua Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, refere que a cultura deve ser considerada como o conjunto dos traços distintivos espirituais e materiais, intelectuais e afetivos que caracterizam uma sociedade ou um grupo social e que abrange, para além das artes e das letras, os modos de vida, a maneira de viver em conjunto, os sistemas de valores, as tradições e as crenças.
Afirma que o respeito pela diversidade das culturas, a tolerância, o diálogo e a cooperação, num clima de confiança e de entendimento mútuos, estão entre os melhores garantes da paz e da segurança internacionais, aspirando a uma maior solidariedade fundada no reconhecimento da diversidade cultural, na consciência da unidade do género humano e no desenvolvimento dos intercâmbios culturais.
Assumindo estes princípios, a Fundação Três Culturas propõe um mês de maio dedicado à Diversidade Cultural, onde se dão a mão músicas mediterrânicas e cinema realizado em diferentes países do mundo.
Terça-feira, 3 de maio, às 20:30
Histórias de Lavapiés
Ramón Luque, Espanha, 2015, 91min.
Histórias de Lavapiés é uma longa-metragem de ficção sobre a vida de pessoas comuns num momento de
terminado das suas vidas. Tendo o bairro madrileno de Lavapiés como cenário, o contexto social é inevitável. É um bairro de contraste entre diferentes culturas e classes, com uma convivência próxima onde, por vezes, ocorrem conflitos, violentos e éticos, mas que ocasionalmente também favorece o diálogo e a solidariedade. São contadas várias histórias que giram em torno de Ernesto, professor num colégio do bairro, quando regressa ao estabelecimento após um ano sabático. Na realidade, tratou-se de uma “expulsão dissimulada” após desferir um soco ao pai de um aluno, que maltratava toda a sua família. Agora regressa à escola, onde se deparará com novos problemas provocados pelos cortes e também pelas peripécias de alunos de todas as nacionalidades, muitos deles com graves situações familiares causadas pela falta de recursos. Vê-se também obrigado a viver de perto os problemas da população imigrante através da sua empregada doméstica, da namorada do seu melhor amigo, do sem-abrigo que dorme na sua entrada, e de todo o tipo de situações que ocorrem por ser morador em Lavapiés.
Palestra-Debate com a participação de
Ramón Luque. Realizador do filme.
Rafael Reaño. Ator do filme.
Charo Jiménez Grueso. Produtora. Responsável de guarda-roupa do filme.
Ramón Sabeíno. Ajudante de Produção no filme.
Entrada gratuita até encher a sala.
